5 de abr. de 2010

Coturnos..

Quer ideias de como usar o coturno?

Com essa volta (de novo) do rock e do militarismo à moda, surgem nas passarelas e editoriais um dos acessórios mais bacanas do inverno: os coturnos! Eu estou simplesmente obcecado pela peça, que há tempos deixou de ser “coisa de punk, grunge ou gótico” para aparecer nos pés das meninas e meninos mais descolados. Nas lojas, já da pra encontrar desde os modelos clássicos até os mais inusitados – florais, metalizados, coloridos, envernizados… Mas, como alerta a sábia Glória Kalil, “coturno de verdade tem que ter aquele ar pesado, bruto, sem muitos enfeites”.




Longevidade surpreendente para um sapato que, no início, era apenas ortopédico: criação da dupla alemã Dr. Maertens e Dr. Funck, o sapato tinha uma sola com um colchão de ar para acelerar a recuperação de Maertens de um acidente de esqui. Em 1º de abril de 1960, o primeiro par de botas Doc Martens – nome transformado para o mercado inglês – chegou à Inglaterra. Ele tinha um novo design daquele primeiro, era de cor vermelho vivo, com costura amarela e se chamava “1460″ em homenagem ao dia de sua criação. De calçado ortopédico, os coturnos Doc Martens passaram a ser usados pela classe operária, que descobriu uma alternativa mais confortável e econômica para as tradicionais botas de rígidas solas de couro.



Em pouco tempo, o modelo 1460 se converteu num acessório fundamental dos movimentos da contracultura, que viram nele um símbolo de suas raízes operárias. E foi assim que Doc Martens passou pelos mods, skinheads, punks, grunges, agradou rebeldes e estrelas, e também seduziu carteiros, policiais, estudantes e outros profissionais. Resultado? Mais de 100 milhões de pares vendidos no mundo desde 1º de abril de 1960. Hoje, cada coleção da marca oferece 250 modelos e uma gama de cores que vai do dourado ao rosa fúcsia, ou simplesmente o padrão histórico: preto e vermelho sangue.








Beeijos :*
@robertaalimaa

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